Queda de cabelo sazonal e por que o fio cai mais em certas épocas
Entenda a queda de cabelo sazonal, por que o fio cai mais no fim do verão e no outono e como separar a troca natural de uma queda que pede exame.

Neste artigo
A queda de cabelo sazonal é um aumento temporário e fisiológico da perda de fios que costuma aparecer no fim do verão e no outono. Estudos com tricograma mostram mais fios na fase de repouso (telógena) no verão, e esses fios se soltam semanas depois. A troca costuma durar algumas semanas, atinge o couro cabeludo de forma difusa e não deixa falhas.
Talvez você tenha reparado que, todo ano, existe um período em que o ralo do chuveiro enche mais rápido e a escova volta cheia de fios, sem nenhum motivo aparente. Muitas mulheres passam por isso em silêncio, com medo de que seja o começo de uma calvície, e acabam trocando de xampu três vezes antes de entender o que está acontecendo.
Neste texto você vai ver o que a ciência de fato mediu sobre essa variação ao longo do ano, por que o calendário do Brasil é diferente do calendário dos estudos europeus e americanos, e quais sinais separam a troca natural de uma queda que merece investigação. O foco aqui é o padrão anual, porque os gatilhos isolados, como febre, parto ou dieta, já têm artigos próprios no blog.
O que é a queda de cabelo sazonal e de onde ela vem#
A queda de cabelo sazonal é a sobra de um ritmo biológico antigo, em que uma parte maior dos folículos entra em repouso em certa época e libera os fios algumas semanas depois. Ela não é uma doença, e sim uma oscilação no ciclo de vida de cada fio.
Cada folículo passa por uma fase de crescimento (anágena), uma curta fase de transição (catágena) e uma fase de repouso (telógena), ao fim da qual o fio se solta para dar lugar a um novo. Segundo a Cleveland Clinic, entre 80% e 90% dos folículos estão em crescimento em qualquer momento, e cerca de 5% estão em repouso. Quando você entende essa divisão, fica mais fácil perceber que um pequeno deslocamento dessa proporção já muda muito o que aparece no ralo. Se quiser revisar as fases em detalhe, o artigo sobre o ciclo de crescimento capilar explica cada etapa.
Pense num couro cabeludo com cerca de 100 mil fios, número usado aqui só como exemplo didático. Se a fração em repouso passar de 5% para 8%, são 3 mil fios a mais programados para cair ao longo de algumas semanas. Não é pouco para quem conta os fios no travesseiro, e ainda assim não chega a afinar o volume de forma visível na maioria das pessoas, porque os folículos continuam vivos e já começam a produzir o fio seguinte.
Muitos mamíferos trocam o pelo conforme a estação, e a hipótese mais aceita é que o ser humano guardou uma versão discreta desse mecanismo, regulada por luz e temperatura. Os autores dos estudos citados abaixo levantam essa explicação como hipótese, não como mecanismo comprovado, e é assim que ela deve ser lida.
Na prática, o que eu vejo com mais frequência é a pessoa tratar a troca sazonal como emergência e a queda persistente como coisa passageira, exatamente o contrário do que deveria fazer. Entender que existe uma oscilação normal é o que permite perceber quando algo sai da curva.
O que os estudos mostram sobre a variação da fase telógena#
Os estudos que acompanharam pessoas ao longo de meses encontraram um padrão consistente, com mais fios em repouso no verão e pico de queda no fim do verão e começo do outono. O detalhe importante é que quase todos foram feitos no hemisfério norte.
O estudo com homens na Inglaterra#
Um dos trabalhos mais citados foi publicado em 1991 no British Journal of Dermatology. Os pesquisadores acompanharam 14 homens saudáveis em Sheffield, no Reino Unido, medindo o cabelo a cada 28 dias durante 18 meses. Segundo o resumo indexado no PubMed, a proporção de folículos em crescimento chegou a mais de 90% em março e caiu até o ponto mais baixo em setembro. A queda de fios atingiu o pico por volta de agosto e setembro, com média de cerca de 60 fios por dia, mais que o dobro do inverno anterior.
O estudo com 823 mulheres na Suíça#
Para o público feminino, o dado mais relevante vem de Zurique. Uma equipe do Hospital Universitário analisou, ao longo de seis anos, os tricogramas de mulheres saudáveis que procuravam o serviço reclamando de queda. Depois de excluir quem tinha doença ou usava remédio associado à perda de cabelo, sobraram 823 mulheres. O estudo, publicado em 2009 na revista Dermatology, encontrou a maior proporção de fios telógenos no verão, um segundo pico menor na primavera e os menores valores no fim do inverno.
O que as buscas na internet acrescentam#
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins analisaram as buscas por "hair loss" no Google entre 2004 e 2016, nos Estados Unidos, e encontraram mais interesse pelo tema no verão e no outono, em artigo publicado em 2018 no British Journal of Dermatology. Esse tipo de dado mede a preocupação das pessoas e não a queda em si, mas o desenho bate com o dos tricogramas.
A limitação que ninguém deveria esquecer é o tamanho das amostras e a população estudada. O estudo inglês teve só 14 homens de pele clara, e o suíço incluiu mulheres que já estavam preocupadas com a queda. Se fosse comigo, eu leria esses resultados como sinal de uma tendência real e moderada, e não como regra de que todo mundo vai perder mais cabelo em determinado mês.
Por que o cabelo cai mais no fim do verão e no outono#
O cabelo cai mais no fim do verão e no outono porque os fios que entraram em repouso durante o verão precisam de algumas semanas para se soltar. A queda que você vê hoje foi decidida pelo folículo bem antes.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia descreve esse atraso ao explicar o eflúvio telógeno, dizendo que o período de preparo para a queda dura de dois a três meses e que os fios se desprendem ao fim desse ciclo. O mesmo raciocínio vale para a troca sazonal. Se o pico de fios em repouso acontece no auge do verão, a queda mais visível tende a aparecer no fim do verão e ao longo do outono.
Quanto ao gatilho, as hipóteses mais discutidas são a quantidade de horas de luz no dia e a temperatura, que em outros mamíferos regulam a troca de pelo por meio de hormônios como a melatonina. Em humanos, isso ainda não foi demonstrado de forma direta, e por isso nenhum texto sério deveria afirmar que o sol "faz o cabelo cair". Esse também é o motivo de a ideia de que o cabelo cresce mais rápido no calor ser mais complexa do que parece, tema que o blog já tratou no artigo sobre se o cabelo cresce mais rápido no verão.
Existe ainda um fator de percepção. No outono você costuma trocar de rotina, lavar menos o cabelo por causa do frio e prender mais os fios, e quando lava depois de alguns dias sai de uma vez tudo o que já estava solto. Muita gente acha que a queda triplicou, quando na verdade só se concentrou em menos lavagens, e contar os fios de forma honesta evita esse susto.
E no Brasil, o calendário muda#
No Brasil, que fica quase todo no hemisfério sul, o outono vai de março a junho, então a troca sazonal tende a aparecer entre o fim de fevereiro e maio. Os meses de pico dos estudos europeus não servem como referência direta para quem mora aqui.
A confirmação mais recente vem de uma análise publicada em 2025 no International Journal of Dermatology, que estudou buscas por queda de cabelo no Google entre 2004 e 2020 em sete países ao sul do equador, entre eles Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. De acordo com o registro do estudo e com a descrição dos próprios autores, as buscas tiveram picos claros em março, abril e maio, os meses de outono por lá, com volume cerca de três vezes maior que na primavera. O Brasil não aparece entre os países citados pelos autores, e não localizamos até setembro de 2026 um estudo brasileiro com tricograma que tenha medido essa variação.
| Estação no Brasil | Meses aproximados | O que os estudos sugerem | |---|---|---| | Verão | dezembro a março | Mais fios entram em repouso | | Outono | março a junho | Pico provável da queda visível | | Inverno | junho a setembro | Queda volta ao patamar habitual | | Primavera | setembro a dezembro | Fase de maior crescimento, com um possível pico menor de queda |
A tabela é uma adaptação do padrão do hemisfério norte, deslocado em seis meses, e deve ser lida como tendência. Há também a questão da latitude, porque quem mora em Porto Alegre vive estações bem marcadas, enquanto em Belém ou Fortaleza a duração do dia quase não muda ao longo do ano. É razoável supor que a oscilação seja menor perto do equador, mas isso ainda não foi medido, e o seu próprio histórico vale mais do que qualquer tabela.
O erro que mais custa caro aqui é importar a informação de que "setembro é o mês da queda" de sites estrangeiros. Para quem vive no Sul e no Sudeste, setembro é início de primavera, e uma queda forte nesse mês merece um olhar mais atento do que a mesma queda em abril.
Como diferenciar a queda sazonal de uma queda patológica#
A queda sazonal é difusa, dura poucas semanas, se repete mais ou menos na mesma época e não deixa falhas nem afina o repartido. Qualquer desvio desse desenho pede avaliação.
A Academia Americana de Dermatologia considera normal perder entre 50 e 100 fios por dia, enquanto a SBD, ao descrever o eflúvio, fala em 100 a 120 fios diários como referência habitual. A divergência mostra que o número exato varia de pessoa para pessoa e depende do comprimento e da frequência de lavagem, por isso comparar você com você mesma é mais útil do que perseguir um número universal.
Sinais de que é troca sazonal#
- A queda começou no fim do verão ou no outono e vem se repetindo nessa época em anos anteriores.
- Os fios caem do couro cabeludo inteiro, sem uma região mais atingida.
- O fio que cai costuma ter uma pequena bolinha clara na ponta, que é a raiz em repouso.
- O volume do rabo de cavalo continua parecido e o repartido não alargou.
- A queda diminui sozinha em algumas semanas, sem nenhuma mudança de rotina.
Sinais de que pode ser outra coisa#
- A queda passa de três meses sem dar sinal de melhora.
- Aparecem falhas redondas, que lembram a alopecia areata, ou o repartido fica visivelmente mais largo no topo.
- Há coceira intensa, dor, vermelhidão, descamação ou feridas no couro cabeludo.
- Os fios quebram no meio do comprimento em vez de sair com a raiz.
- A queda veio junto com cansaço, ganho ou perda de peso, menstruação irregular ou intolerância ao frio.
A armadilha mais sutil é o eflúvio telógeno crônico, que segundo a SBD pode ter ciclos de aumento da queda uma ou duas vezes por ano, o que imita muito bem a troca sazonal. A diferença é que, com o tempo, o comprimento vai ficando mais ralo e o rabo de cavalo mais fino, e isso não acontece na troca sazonal pura. Se você nota que ano após ano o cabelo está menos volumoso nas pontas, o padrão já deixou de ser só da estação, e o artigo sobre eflúvio telógeno e queda difusa ajuda a entender essa diferença.
Se fosse comigo, eu confiaria mais na evolução ao longo de meses do que na quantidade de fios de um único dia. Um dia ruim não diz nada, enquanto três meses seguidos de queda acima do seu normal dizem muito.
Como acompanhar a sua própria queda sem se enganar#
A forma mais confiável de saber se a sua queda é sazonal é registrar, por alguns meses, os fios que caem em condições parecidas. Sem registro, a memória exagera o dia ruim e esquece o dia bom.
Um método simples é juntar os fios que ficam na mão, no ralo e na escova em um dia de lavagem e anotar uma estimativa, sempre com o mesmo intervalo entre lavagens. Tire também uma foto do repartido com a mesma luz, no mesmo lugar, uma vez por mês. Uma leitora que lava o cabelo a cada três dias, por exemplo, pode comparar só as lavagens com esse intervalo, porque lavar depois de cinco dias vai sempre juntar mais fios.
No consultório, o dermatologista pode fazer o teste de tração, em que puxa com delicadeza um pequeno tufo. A Cleveland Clinic descreve que, num grupo de 40 a 60 fios, o normal é soltarem dois ou três, e que o eflúvio costuma soltar quatro a seis ou mais, com a raiz branca. Esse teste é feito por profissional e não deve ser repetido em casa com força, porque puxar o cabelo repetidamente também machuca o folículo.
O que eu recomendaria a qualquer pessoa que já sofreu com queda é manter esse diário por pelo menos um ano. Quando o padrão se repete na mesma época, a ansiedade diminui muito, e quando ele foge do padrão você tem dados concretos para levar ao médico.
Cuidados que fazem sentido durante a fase de troca#
Durante a troca sazonal, o cuidado certo é proteger os fios que ficam e garantir que o organismo tenha o que precisa para produzir os novos. Nenhum cuidado impede a queda que já foi programada pelo folículo.
Algumas atitudes ajudam o cabelo a atravessar o período com menos quebra e menos ansiedade:
- Manter a rotina de lavagem. Lavar menos não faz cair menos, só acumula os fios soltos para o próximo banho e aumenta o susto.
- Pentear com delicadeza. Desembaraçar das pontas para a raiz, com o cabelo úmido e com condicionador, reduz a quebra, que é diferente da queda.
- Evitar penteados muito presos. Coques e rabos apertados todos os dias tracionam a raiz e podem somar outro tipo de perda à troca natural.
- Cuidar da alimentação. Proteína suficiente, ferro, zinco e vitaminas participam da formação do fio, e dietas muito restritivas estão entre os gatilhos de eflúvio citados pela SBD.
- Proteger o sono e o estresse. Eles não causam a troca sazonal, mas podem somar um eflúvio por estresse ao mesmo período e tornar a queda maior e mais longa.
Sobre suplementos, a regra é simples de entender e difícil de seguir. Um suplemento pode auxiliar a nutrição do fio quando existe deficiência ou ingestão baixa de algum nutriente, mas não interrompe a troca sazonal nem substitui investigação. Ferro em excesso também faz mal, e por isso faz sentido checar exames como ferritina antes de suplementar, como explicamos no artigo sobre ferritina baixa e sintomas no cabelo. Gestantes, lactantes e quem faz tratamento médico devem conversar com o médico antes de começar qualquer suplemento.
Muita gente acha que precisa "fazer alguma coisa" para parar a queda da estação e quase sempre acaba gastando com promessa. O melhor investimento nesse período é manter hábitos consistentes e observar se a queda termina no prazo esperado.
Quando investigar a queda com um dermatologista#
Vale procurar um dermatologista quando a queda passa de dois a três meses, quando surge fora da época habitual ou quando vem acompanhada de falhas, afinamento visível ou outros sintomas. A consulta também é indicada se a preocupação estiver afetando o seu bem-estar.
A própria SBD recomenda que quem percebe queda acentuada procure o dermatologista logo no início, para saber se existe uma doença de base e se é preciso tratar algum fator associado, como deficiência de ferro ou de vitaminas. Isso é ainda mais importante para mulheres no pós-parto, em transição para a menopausa, com alterações de tireoide ou com síndrome dos ovários policísticos, porque a queda dessas condições pode coincidir com a estação e ser confundida com ela.
Na consulta, o médico costuma examinar o couro cabeludo com dermatoscópio, avaliar o padrão da queda e, conforme o caso, pedir exames de sangue. O artigo sobre exames para investigar a queda de cabelo mostra quais costumam entrar nessa lista e por quê. Tratamentos como o minoxidil só devem ser usados sob prescrição médica, depois de um diagnóstico, e não fazem sentido para uma troca sazonal que termina sozinha.
O erro que eu mais vejo nessa etapa é esperar a próxima estação para ver se passa. Se a queda já saiu do seu padrão, cada mês de espera é um mês a mais de fios perdidos por uma causa que talvez pudesse ser tratada.
Perguntas frequentes sobre queda de cabelo sazonal#
Quanto tempo dura a queda de cabelo sazonal?#
Os estudos não definem uma duração exata, mas no trabalho inglês o pico de queda ficou concentrado entre agosto e setembro, ou seja, algumas semanas. Se a queda continuar por mais de dois a três meses, vale investigar outras causas com um dermatologista, porque o eflúvio telógeno e outras condições podem estar por trás.
A queda sazonal pode deixar o cabelo ralo?#
Na troca sazonal pura, o volume percebido costuma continuar parecido, porque os folículos seguem ativos e produzem novos fios. Se você nota o repartido mais largo ou o rabo de cavalo mais fino a cada ano, o padrão já não é só da estação e merece avaliação.
Mulher perde mais cabelo no outono do que homem?#
Os estudos disponíveis mostram o padrão sazonal nos dois sexos, com homens na Inglaterra e mulheres na Suíça. Mulheres com cabelo longo costumam perceber mais a queda porque cada fio perdido é mais visível na escova e no ralo.
Cortar o cabelo diminui a queda sazonal?#
Cortar o cabelo não muda a quantidade de fios que se soltam da raiz, porque a queda acontece no folículo. O corte só deixa os fios caídos menores e menos visíveis, o que pode aliviar a ansiedade, mas não altera o ciclo.
Suplemento ajuda na queda de cabelo sazonal?#
Suplemento pode auxiliar a nutrição do fio quando há deficiência ou ingestão baixa de algum nutriente, mas não impede a troca sazonal. O ideal é checar exames antes, principalmente para ferro, e conversar com um profissional de saúde se você estiver grávida, amamentando ou em tratamento.
Por que a minha queda acontece na primavera e não no outono?#
O estudo suíço encontrou um segundo pico, menor, de fios em repouso na primavera, então alguma queda nessa época pode ser normal. Se a queda da primavera for forte ou vier acompanhada de outros sinais, ela merece a mesma atenção que qualquer queda fora do seu padrão.
Como encarar a queda que volta todo ano#
Para a maioria das mulheres, a queda que aparece no fim do verão e no outono é uma troca natural que termina sozinha, e o caminho mais sensato é acompanhar, cuidar bem dos fios e não entrar em pânico. O que protege o cabelo nessa fase é a regularidade, com alimentação adequada, rotina gentil de lavagem e penteado e atenção ao estresse.
A resposta muda quando a queda sai do calendário, passa de dois a três meses, vem com falhas ou afinamento, ou coincide com parto, dieta, doença ou mudança hormonal. Nesses casos, a estação deixa de ser explicação suficiente e a avaliação com um dermatologista passa a ser o passo certo, de preferência logo no começo.
O primeiro passo prático é começar hoje o seu diário de queda, com anotação nos dias de lavagem e uma foto mensal do repartido. Em um ano, você vai conhecer o seu próprio ritmo melhor do que qualquer estudo, e vai saber com segurança quando a queda é só da estação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um dermatologista ou outro profissional de saúde. A queda de cabelo pode ter causas diferentes em cada pessoa, e suplementos não são medicamentos, por isso converse com o seu médico ou nutricionista antes de iniciar qualquer uso, especialmente durante a gestação, a amamentação ou um tratamento em andamento.



